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title: "Como usar traceroute para achar problemas de rota"
description: "Use traceroute no Linux e tracert no Windows, entenda os asteriscos e descubra se a latência sobe na sua casa, na operadora, no trânsito ou no destino."
url: "https://streethosting.com.br/guias/infraestrutura/traceroute-diagnosticar-rota"
category: "infraestrutura"
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datePublished: "2026-09-28"
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author: "Equipe StreetHosting"
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  - "como usar traceroute"
  - "tracert windows"
  - "traceroute linux"
  - "asteriscos no traceroute"
  - "traceroute tcp"
  - "interpretar traceroute"
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# Traceroute e tracert: ler a rota e separar problema local, de trânsito e de destino

O traceroute lista cada roteador entre você e o servidor e quanto tempo cada um leva para responder. Lido do jeito certo, ele mostra se o atraso nasce na sua casa, na sua operadora, no caminho entre redes ou no destino.

> **Resposta rápida**
>
> Para **usar traceroute**, rode `tracert -d IP` no Windows ou `traceroute -n IP` no Linux. Cada linha é um roteador do caminho, com três medições de tempo. Procure o primeiro salto em que a latência sobe e continua alta até o destino: no salto 1 o problema é a sua rede local, nos saltos da operadora é o provedor de internet, na troca de rede é o trânsito e nos últimos saltos é o destino. Asteriscos isolados não indicam problema.

## Como o traceroute funciona

Todo pacote IP carrega um contador chamado TTL (Time To Live). Cada roteador que encaminha o pacote diminui esse número em 1, e quando ele chega a zero o roteador descarta o pacote e devolve à origem uma mensagem ICMP de tempo excedido. O mecanismo existe para impedir que pacotes fiquem circulando para sempre em um loop de rota.

O traceroute usa isso a seu favor. Manda um pacote com TTL 1, e o primeiro roteador responde. Manda com TTL 2, e responde o segundo. E assim por diante até o destino responder ou o limite de 30 saltos ser atingido. Para cada salto são três sondas, e o tempo de cada uma é o tempo de ida até aquele roteador e de volta até você.

O tipo de pacote muda conforme o sistema e a opção. O resultado é quase sempre o mesmo, mas um firewall que bloqueia um tipo deixa passar o outro, então vale saber trocar:

| Comando | Tipo de sonda | Quando usar |
| --- | --- | --- |
| tracert (Windows) | ICMP echo | Padrão no Windows |
| traceroute (Linux) | UDP em portas altas, a partir de 33434 | Padrão no Linux |
| traceroute -I | ICMP echo, como o Windows | Comparar com o resultado do Windows |
| traceroute -T -p 443 | TCP SYN na porta informada | Destino que bloqueia ICMP e UDP |
| traceroute -U | UDP em porta fixa, 53 por padrão | Testar caminho de serviço UDP |
| tracepath | UDP, sem precisar de root | Descobrir também o MTU do caminho |

## Rodar no Windows, Linux e Mac

No Windows o tracert já vem instalado. Abra o Prompt de Comando ou o PowerShell e rode com `-d`, que pula a resolução de nomes e deixa o teste bem mais rápido:

```
tracert -d IP_DO_DESTINO
tracert -d -h 40 IP_DO_DESTINO   # aumenta o limite de saltos
```

No Ubuntu, instale o pacote traceroute. O modo TCP precisa de sudo, e o modo ICMP também na maioria das configurações, porque os dois abrem sockets brutos:

```
sudo apt install traceroute

traceroute -n IP_DO_DESTINO              # UDP, padrão
sudo traceroute -n -I IP_DO_DESTINO      # ICMP
sudo traceroute -n -T -p 443 IP_DO_DESTINO   # TCP na porta 443
tracepath -n IP_DO_DESTINO               # sem root, mostra o MTU
```

No Mac, o traceroute já vem no sistema, usa UDP por padrão e aceita `-I` para ICMP. O `tracepath` merece atenção extra quando o sintoma é conexão que abre e trava, porque mostra em qual salto o tamanho máximo do pacote cai, assunto do guia de [MTU e fragmentação](https://streethosting.com.br/guias/infraestrutura/o-que-e-mtu-rede).

## Como ler a saída

Um tracert ilustrativo, com endereços de documentação, feito de uma casa até um servidor:

```
Rastreando a rota para 203.0.113.10 com no máximo 30 saltos

  1    <1 ms    <1 ms    <1 ms  192.168.0.1
  2     3 ms     2 ms     3 ms  100.72.0.1
  3     4 ms     4 ms     5 ms  198.51.100.9
  4     *        *        *     Esgotado o tempo limite do pedido.
  5    17 ms    18 ms    17 ms  192.0.2.33
  6    18 ms    18 ms    19 ms  203.0.113.10

Rastreamento concluído.
```

- **Primeira coluna:** o número do salto, que é o TTL usado naquela rodada.
- **Três tempos:** uma medição por sonda. Valores parecidos indicam trecho estável; valores muito diferentes indicam variação.
- **Endereço:** o roteador que respondeu. Sem `-d` ou `-n`, aparece também o nome reverso, que costuma trazer o nome da operadora e um código de cidade.

Nesse exemplo, o salto 2 está na faixa 100.64.0.0/10, o que mostra que a conexão passa por [CGNAT da operadora](https://streethosting.com.br/guias/infraestrutura/o-que-e-cgnat-servidor). O salto 4 não respondeu, mas o 5 e o 6 sim, então ele é só um roteador que não devolve ICMP. A latência sobe de 4 para 17 ms entre os saltos 3 e 5 e fica estável até o destino: esse é o custo do trecho entre a operadora e a rede seguinte, e não há sinal de problema.

## O que os asteriscos significam

Asterisco quer dizer que a sonda não teve resposta no tempo limite. O significado depende de onde e de quantos aparecem:

- **Um asterisco entre dois tempos:** uma sonda perdida ou descartada pelo limite de respostas do roteador. Ignore.
- **Salto inteiro com asteriscos e saltos seguintes normais:** o roteador encaminha o tráfego, mas não gera ICMP de tempo excedido, ou um filtro descarta essa resposta. Ignore.
- **Asteriscos de um ponto até o fim da lista:** o destino, ou um firewall na frente dele, descarta o tipo de sonda usado. Se o serviço funciona, é só filtragem; repita com `-T -p` e a porta do serviço para ver o caminho completo.
- **Asteriscos no fim e o serviço também fora do ar:** aí sim há quebra. O último salto que respondeu mostra até onde o tráfego chega, e é por ali que o suporte começa a procurar.

## Local, operadora, trânsito ou destino

A pergunta que o traceroute responde de verdade é em que trecho a latência aparece. A regra é achar o primeiro salto em que o tempo sobe e continua alto em todos os saltos seguintes. O aumento pertence ao link que chega naquele salto. Depois, identifique de quem é o trecho:

| Trecho | Como reconhecer | Causas comuns | Quem resolve |
| --- | --- | --- | --- |
| Rede local | Salto 1, com IP 192.168.x.x ou 10.x.x.x | Wifi, cabo ruim, roteador sobrecarregado, upload saturado | Você |
| Acesso da operadora | Saltos 2 a 4, às vezes com IP 100.64.x.x e o domínio da operadora no nome | Congestionamento regional, equipamento da operadora | Suporte da sua operadora |
| Núcleo da operadora | Mesmo domínio e mesmo AS, nomes com códigos de cidade | Rota longa dentro da rede, link de saída cheio no pico | Suporte da sua operadora |
| Trânsito ou ponto de troca | O domínio e o AS mudam de um salto para o outro | Congestionamento entre redes, rota por outra cidade ou país | Operadora ou provedor do destino |
| Rede do destino | Últimos dois ou três saltos, com o domínio do provedor do servidor | Rede do datacenter, firewall, servidor sobrecarregado | Provedor do servidor |

Os nomes reversos ajudam a situar a rota. Muitas operadoras usam códigos de aeroporto nos nomes dos roteadores, como gru ou sao para São Paulo, gig ou rio para o Rio de Janeiro, poa para Porto Alegre, for para Fortaleza e mia para Miami. Não existe padrão obrigatório, então trate como pista. Uma subida de 10 para mais de 100 ms quando o nome passa a indicar Miami mostra que o tráfego saiu do país. Se o servidor está no Brasil, isso é rota ruim e vale chamado na operadora com o traceroute anexado.

Entre redes brasileiras, o tráfego costuma se encontrar nos pontos de troca do IX.br, mantidos pelo NIC.br, cuja maior localidade fica em São Paulo. Por isso a localização do servidor pesa tanto na quantidade de saltos e na latência para o público nacional, um critério discutido em [como escolher datacenter no Brasil](https://streethosting.com.br/guias/infraestrutura/como-escolher-datacenter-brasil).

## Armadilhas de leitura

Quase todo diagnóstico errado com traceroute cai em uma destas situações:

1. **Pico em um salto só.** Se o salto 6 mostra 80 ms e o 7 volta a 20 ms, o salto 6 só demorou para gerar a resposta ICMP. O tráfego real não passou por essa demora.
2. **Vários IPs no mesmo salto.** Redes com balanceamento de rota mandam cada sonda por um caminho paralelo, e o mesmo número de salto mostra roteadores diferentes. É normal.
3. **Vários saltos com a mesma latência alta.** Em redes com MPLS, a resposta ICMP de roteadores internos pode dar a volta pelo fim do túnel antes de voltar para você, e uma sequência de saltos aparece com o mesmo tempo do último.
4. **IPs privados no meio do caminho.** Endereços 10.x ou 172.16.x dentro da rede da operadora são comuns e não indicam erro.
5. **Rota de volta diferente.** O traceroute mostra a ida. A resposta de cada salto volta pelo caminho que aquela rede escolhe, e um problema na volta aparece no seu teste sem que o culpado esteja listado.
6. **Fotografia de um instante.** Três sondas por salto não pegam problema intermitente. Um traceroute limpo feito depois do incidente não prova que a rede estava boa durante ele.

> **Dica**
>
> Para os dois últimos itens, o traceroute não basta. O [MTR](https://streethosting.com.br/guias/infraestrutura/usar-mtr-diagnosticar-rede) mede cada salto continuamente e acumula perda e variação, e o diagnóstico completo inclui um teste feito do servidor de volta até você.

## Traceroute do lado do servidor

Quando um jogador ou cliente reclama de lentidão, o traceroute dele mostra a ida. O que falta é a volta, do servidor até ele. Com uma [VPS da StreetHosting](https://streethosting.com.br/vps) você tem root para instalar o traceroute, usar os modos TCP e ICMP e comparar as duas direções na hora. As VPS ficam em São Paulo, com uplink de 1 Gbps e AntiDDoS incluso.

- **Servidor de jogo:** a [VPS Ryzen 9 9950X](https://streethosting.com.br/vps/ryzen) vai de R$ 39,00 (1 vCPU, 2 GB DDR5, 20 GB NVMe) a R$ 814,00 (14 vCPU, 64 GB, 640 GB NVMe), com clock de até 5,7 GHz.
- **Sites, APIs e bots:** a VPS Xeon começa em R$ 23,00 com 2 vCPU e 2 GB e chega a R$ 550,00 com 24 vCPU e 64 GB.

Antes de contratar, dá para medir a partir das cidades onde está o seu público. O passo a passo, com ping, MTR e testes de várias regiões, está em [como testar a latência de uma VPS](https://streethosting.com.br/guias/vps/testar-latencia-vps).

## Perguntas frequentes

### O que significam os asteriscos no traceroute?

Cada asterisco é uma sonda que não recebeu resposta dentro do tempo limite. Um salto inteiro com asteriscos, seguido de saltos que respondem, é só um roteador que não devolve a mensagem ICMP, e não indica problema. Asteriscos do meio até o fim da lista indicam que o destino ou um firewall está descartando o tipo de sonda usado.

### Qual a diferença entre tracert e traceroute?

Os dois fazem a mesma coisa. O tracert é o comando do Windows e usa pacotes ICMP. O traceroute do Linux usa UDP por padrão e aceita ICMP com -I e TCP com -T, o que ajuda quando o destino bloqueia um dos tipos.

### Como saber pelo traceroute se o problema está na minha internet?

Olhe onde a latência sobe e se mantém alta até o fim. Se o salto 1, que é o seu roteador, já mostra tempos altos ou instáveis, o problema é o wifi ou a rede da casa. Se a subida acontece nos saltos com o nome da sua operadora, o problema é dela. Se acontece nos últimos saltos, é a rede do destino.

### Por que o traceroute para no meio e não chega ao destino?

Na maioria das vezes, porque o servidor de destino ou o firewall na frente dele descarta o tipo de pacote que o traceroute usa. Se o serviço funciona normalmente, a rota está boa. Tente outro método, como TCP na porta do serviço, para ver o caminho completo.

### Traceroute ou MTR: qual usar?

Use o traceroute para enxergar o caminho e o MTR para medir a qualidade dele. O traceroute manda só três sondas por salto e é uma fotografia; o MTR fica medindo cada salto por minutos e mostra perda e variação acumuladas, o que é essencial para problema intermitente.

## Guias relacionados

- [Como usar MTR para diagnosticar problemas de rede](https://streethosting.com.br/guias/infraestrutura/usar-mtr-diagnosticar-rede.md)
- [O que é CGNAT e por que ele bloqueia seu servidor](https://streethosting.com.br/guias/infraestrutura/o-que-e-cgnat-servidor.md)
- [Como testar a latência de uma VPS a partir do Brasil](https://streethosting.com.br/guias/vps/testar-latencia-vps.md)
- [Como escolher datacenter no Brasil para seu projeto](https://streethosting.com.br/guias/infraestrutura/como-escolher-datacenter-brasil.md)
- [Ping, jitter e packet loss: a diferença na prática](https://streethosting.com.br/guias/infraestrutura/ping-jitter-packet-loss-diferenca.md)

## Produtos citados

- https://streethosting.com.br/vps
- https://streethosting.com.br/vps/ryzen

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